Qual a vida útil de um site?

A internet transformou a evolução tecnológica em uma atividade diária. Veja quando o site precisa ser refeito.

Trabalho com internet desde o ano 2000 e nessa época, sim podemos chamar o ano 2000 de época quando o assunto é tecnologia, trabalhar com web-sites não tinha muito segredo, era necessário saber como hospedá-lo em um provedor, fazer o seu registro e “linkar” as páginas. Mas estava claro que esse tipo de comunicação estava vindo para ficar afinal era um meio onde suas informações permaneciam disponíveis a qualquer parte do mundo, sete dias por semana e 24 horas por dia! Nossa, nossa! Esse discurso já me fez vender muito site, mas o fato é que sua empresa precisa ter um web-site para sempre, mas não o mesmo web-site!

Desde a popularização da internet a evolução da tecnologia deixou de ser marcada por eventos sazonais para se tornar rotineira, e essa rotina é diária! Voltando um pouco mais na era, mais precisamente no ano de 1996, lembro-me do privilégio e ter um pai que trabalhava em uma empresa de telefonia, eu já possuía um telefone celular, um Nokia que mais parecia um orelhão, mas que sem dúvida revolucionava a telefonia no Brasil e eu não mais poderia viver sem um telefone celular. Bom, nem preciso dizer que depois desse aparelho já tive uns 10 tipos diferentes e hoje uma das menores funções desses smart-fones é telefonar.

Quando falamos de tecnologia voltada aos web-sites a problemática é ainda maior. A evolução é contínua e o organismo virtual, a comunidade onde se encontram os usuários é literalmente viva, possui vontade própria e cabe a nós desenvolvedores estudar, praticar e experimentar todas essas tendências a fim de nos capacitar a oferecer sempre projetos que se enquadrem nesse perfil. Não basta apenas ter um site é preciso que ele seja encontrado caso contrário, sinto lhe informar, você não tem um web-site.

Exemplificando um pouco a gravidade desse problema digamos que você tenha desenvolvido o seu site há muito, muito tempo atrás, tipo em 2009. Provavelmente quem fez o seu site não se preocupou muito se o Google iria encontra-lo com facilidade, colocou imagens com toleráveis distorções, pois era melhor ter um site rápido do que bonito, te deu o enorme poder de gerenciar as últimas notícias de sua empresa que você não atualiza desde janeiro de 2010, abusou dos pop-ups porque era o máximo fazer o usuário navegar sem sair de sua página, criou banners e efeitos ultramodernos feitos em flash, sem falar da música! O seu site ainda por cima tocava música sem parar durante toda a navegabilidade do site. Nossa, nossa! Nunca mais precisarei refazer esse site, está perfeito, pensou você.

Pois bem, de lá para cá a resolução padrão dos navegadores aumentou muito e provavelmente fez com que seu site mais pareça um cartão de visitas perdido no meio da tela, a música, efeitos e banners em flash foram abolidos pela Apple e Google e agora não aparece nada nos Smartfones e Tablets, suas poucas áreas gerenciáveis informaram para o Google que sua página é antiga e que pode ser exibida da centésima em diante nos resultados de pesquisa, os pop-ups são bloqueados por segurança, seu nome não é nem ao menos citado nas redes sociais e se bobear alguns de seus links ou formulários nem funcionam mais! Acredite, a culpa não é do web-designer e nem sua, é da tecnologia que não para quieta!

Sempre frisei aos meus clientes que eles não estavam comprando um web-site e sim iniciando o seu investimento na internet. Muito mais do que ter um site é preciso ter presença online, andar lado a lado com os mecanismos de busca, ser encontrado e caçar os usuários. Não estou dizendo que você deva refazer o seu site todos os anos, e sim todos os dias!

Abaixo elaborei uma timeline, como referência, com algumas características que levávamos em consideração na hora de desenvolver um site. Claro que o surgimento dessas tecnologias não esta exatamente alinhada com a data da tabela e sim a sensibilidade e importância em se incorporar esses requisitos aos projetos. 



:: O Flash é altamente utilizado para animações ou até mesmo sites inteiros;
 


:: O Java Script volta à tona com o J-query, possibilitando animações tão sofisticadas como o Flash;
 


:: Apple e Google bloquei-am o Flash em seus dispositivos aniquilando sua usabilidade;
 


:: ...
:: Pouca possibilidade de gerenciamento por ser caro e complicado;
 
:: Popularização dos CMS
turbinando o poder de
gerenciamento;
:: Atualizar o site se tornou regra para os mecanismos de busca;  
:: Internet lenta dita as regras para a criação;
 
:: Banda Larga presente em
quase todo o Brasil;
 
:: A internet chega ao celular, televisão, tablet...
 
 

:: Extrema otimização das imagens prejudica o visual;
 

:: Fotografias em alta qualidade;
 
:: Suporte para PNG - Imagens com transparências;
 
 
:: Pop-up está na moda como alternativa para se exibir um conteúdo sem tirar o usuário da página aumentando a área útil do site;
 

:: Navegadores adotam os bloqueadores de Pop-up pela más práticas adotadas e os desenvolvedores são obrigados a buscar alternativas;
 

:: Com tecnologias de HighSlide janelas são abertas nas páginas de forma elegante e sem bloqueio virando moda para as galerias de fotos;
 

 
:: Resolução mais utilizada é a de 800/600, presente na maioria dos Desktops.
 
:: A resolução passa a ser a de 1024/768 deixando os sites pequenos na tela.
 
:: Resoluções multiplicadas com a popularização dos notebooks e smartfones;
 
 
:: 80% dos usuários chegam ao seu site digitando o endereço.
 
:: 60% dos usuários chegam em seu site através das buscas. Surge o SEO - Boas práticas para tornar o seu site encontrável.
 
:: Pouquísimos usuários digitam o endereço de uma página. A navegação agora se faz pelo google ou através das Redes Sociais;
 
 
  :: Surge a Presença on-line. As empresas precisam ser encontradas e caçar seus usuários;
 
:: O conteúdo do site pode ser facilmente comparti-lhado entre as redes sociais;
 
 
   

:: Facebook cresce 298% no Brasil e as empresa extendem seus sites nas Fanpages;
 

 
    :: E-commerce vira moda com a confiança apurada dos usuários em sistemas como Pague-seguro e Pay-Pal;
 
 
    :: Compatibilidade dos sites extrapolam os limites dos navegadores e passam a ser trabalhados por dispositivos;
 
 
    :: Relatórios altamente detalhados deram vida aos projetos possibilitando uma constante melhora de desempenho;
 
 
    :: Páginas especialmente construídas para links patrocinados aumentam o poder de conversão, as chamadas Landpages;
 
 

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